Está nos vidros embaçados dos carros,
Uma face derretida do resto de outras velas.
A identidade escorre pelas ruas,
Já não se sabe o que há dentro desses uniformes de concreto.
Em meio ao fim de tarde quente,
Os saltos soam fortes,
Papéis timbrados voam pela janela.
O Vento, os doces, as fotos..
Guardamos em nossas gavetas,
a fim de não sentir, não mudar, não esquecer.
Cansei-me de roupas bem passadas,
de sentar-me do mesmo jeito e do mesmo cheiro das manhãs.
Quero fundos-falsos descobertos
E as chaves para abrir sorrisos, palavras e surpresas.
As traças que nos corroem
logo serão pó,
só o que se tem a fazer é permitir-se estar no horizonte
em cada tarde em que o Sol se pôr,
Sentir a paz que a Lua incide sobre nós.
O que se toca não completa nossos dias.
O que se sente completa nossa essência.
E ainda está em tempo de arejar nossas gavetas.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pinturas
Passam as luas, passaram os anos.
E não houve uma noite sequer
em que os filmes nao passassem
na escuridão de meus olhos.
O verde intenso da grama
pintando nossa toalha de piquenique
O sopro do vento frio em nossa alma
O céu imenso a nos abençoar
com a tranquilidade de um azul
tão uniforme.
Pinturas tão perfeitas
que custo tão acreditar que são feitas
por minhas mãos, meus passos.
As vezes derramo água
sobre elas, tentando descobrir
se não são à tinta guache.
A Lua ri dessa cena
mas não ofusca meu encanto
de apreciar pinturas cada vez
mais sólidas.
Recosto-me em um acolchoado vermelho,
meus olhos veem pouco,
mas sinto-me segura.
Sinto lábios macios em meu rosto
Sinto um sussuro quente
Eu sinto você.
As cores eram poucas,
muitas eram as palavras,
e nada disso estava em mim.
Somente senti.
As cores não podiam ser vistas,
os gostos nunca antes tocados
as falas caladas,
Teus olhos fitando minha boca
Nosso olhar traduzido num só beijo.
E em tão pouco tempo, aquele sentimento
de necessidade de prender, se desfez
na única vontade de te sentir.
Tantas fitas guardei,
tantas telas cobri,
tantos retratos tirei
Pra então, entender
que não basta ter,
É preciso sentir.
Ao meu amor, que me faz reviver cada pintura de nossa história,
peço que fique comigo,
e dedico todos esses sentimentos meus à ele,
até que o ultimo pincel seque e a ultima cor, desbote.
Pra sempre, Tiago.
E não houve uma noite sequer
em que os filmes nao passassem
na escuridão de meus olhos.
O verde intenso da grama
pintando nossa toalha de piquenique
O sopro do vento frio em nossa alma
O céu imenso a nos abençoar
com a tranquilidade de um azul
tão uniforme.
Pinturas tão perfeitas
que custo tão acreditar que são feitas
por minhas mãos, meus passos.
As vezes derramo água
sobre elas, tentando descobrir
se não são à tinta guache.
A Lua ri dessa cena
mas não ofusca meu encanto
de apreciar pinturas cada vez
mais sólidas.
Recosto-me em um acolchoado vermelho,
meus olhos veem pouco,
mas sinto-me segura.
Sinto lábios macios em meu rosto
Sinto um sussuro quente
Eu sinto você.
As cores eram poucas,
muitas eram as palavras,
e nada disso estava em mim.
Somente senti.
As cores não podiam ser vistas,
os gostos nunca antes tocados
as falas caladas,
Teus olhos fitando minha boca
Nosso olhar traduzido num só beijo.
E em tão pouco tempo, aquele sentimento
de necessidade de prender, se desfez
na única vontade de te sentir.
Tantas fitas guardei,
tantas telas cobri,
tantos retratos tirei
Pra então, entender
que não basta ter,
É preciso sentir.
Ao meu amor, que me faz reviver cada pintura de nossa história,
peço que fique comigo,
e dedico todos esses sentimentos meus à ele,
até que o ultimo pincel seque e a ultima cor, desbote.
Pra sempre, Tiago.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Raízes

Movimentos, suor e uma espuma branca
Tudo ao mesmo tempo, tudo mudo
tudo muda.
Calo meus ouvidos, há um som tranquilo em mente
Leio com os olhos
o começo da vida à engatinhar
em direção ao mar,
o natural se aproximar de meus pés
sem medo,
um casal anos 50 com olhar jovem apaixonado.
Mar cinza, verdes arredores.
A respiração sedenta e o mesmo horizonte.
A cena em que nasci
que vi e revivo
enquadra valor a tudo isso.
A calmaria sobrepõe a futilidade
a que nos submetemos.
Sentir o prazer da calma e
o poder de torná-los mudos,
de fazer de ondas devastadoras,
marolas.
Precisamos desse balanço
pois nada é preciso.
A vida não é exata
e é essa assimetria que nos consome
para alcançar a perfeição.
A perfeição está nos momentos
nos segundos de um sorriso estranho
na ajuda sem recompensa
naquilo que te prende e te faz bem.
Eis para mim a união
da linha infinita, a ação do tempo,
a rotina do mar batendo nas rochas.
Eis o que me prende
A areia molhada nos pés,
o mergulho em direção ao fundo.
Minhas raízes me desenterrando
da obscuridade fútil da discórdia,
dos prazeres rápidos,
da adrenalina dos riscos.
Cada passo, de cada um ao meu redor,
marca os segundos mais importantes
de toda vida aqui, interligada.
Todos nós temos algo a oferecer,
basta saber onde procurar.
A beleza está no mundo,
o valor, dentro de nós.
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