'Tento decifrar o valor das reticências...
Penso.
Qual é a duração desses três pontos?
Será que todo ponto final é definitivo?
E de onde vem a calma daquele cara?
hoje, estranhamente, pede que tenhamos paciência.
Mas eu não sei fingir não olhar para os relógios
ou enganar os ponteiros que não estou contando os dias.
Só quero ter o meu tempo, não o tempo limite que me deram.
Decisões não se tomam assim e amores não se vão da noite pro dia.
Porque só eu sei como aqueles minutos, daquela musica, olhando aquele cara, foram eternos.
Não adianta apressar as pernas,
não adianta querer que o Sol fique no horizonte naquele fim de tarde
só porque o assistimos acompanhados por quem amamos.
Não, não adianta fechar os olhos e esperar que tudo passe, pois quando resolver abrir, ainda estará parado no mesmo lugar.
Aprendi que o Sol não vai deixar de se por,
só porque queremos que o dia não termine
e entendi que não adianta tentar decifrar o tempo..
Porque dentro de cada um de nós, dentro de cada momento,
ele passa de maneiras muito diferentes.
Esperar pelo tempo do outro, ou impor o teu próprio tempo ao mundo?
A escolha só depende do respeito que há em cada um de nós
e da maneira como nós o usamos.
Nesse mundo ainda há muitas piscinas cheias de ratos;
Nossas idéias infelizmente não correspondem aos fatos e,
Não podemos nos esquecer que, enquanto tudo isso anda vigente,
O Tempo não pára.'
Há tempos estive sem inspiração pra postar, mas ontem,
após conversar com uns amigos e ouvir uma boa música,
as palavras me vieram no meio da noite, num momento de reflexão de um hora não definida.
Um comentário:
Lindamente
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